Pelo seu simbolismo, os contos têm o poder de permitir vivenciar determinadas emoções e levar a criança a reflectir e exteriorizar na própria narrativa as suas experiências mais pessoais.
O conto tem para a criança um poder de atracção universal, oferecendo personagens sobre ou em relação às quais a criança pode manifestar o que se passa na sua cabeça, estimulando a expressão do seu mundo. Ao despertar a curiosidade e a imaginação da criança, os contos são uma metodologia adaptada ao conhecimento da vida da criança, assim como ao seu desenvolvimento moral (Duss, 1971).

“O caracol e a borboleta”
Eu vi um lindo caracol com os pauzinhos ao sol, pensei ter na minha frente um bichinho prudente, mas ao perguntar-lhe onde ia vi logo que mentia. Fugiu da escola o preguiçoso, levando às costas a sacola, num passo lento e moroso, escondia-se entre as ervas do jardim até que as aulas chegassem ao fim…
Mas em breve foi descoberto, por uma borboleta que passava perto, era uma borboleta linda e esperta que de tudo se mantinha alerta.
Ao ver o preguiçoso caracol com os pauzinhos ao sol, foi pousar numa linda flor e falou-lhe neste teor:
“Caracol preguiçoso e casmurro, teus pauzinhos são orelhas de burro, jamais deixarás esse chão que molhas ao passar para comigo poderes voar, destróis tudo por onde passas como as velhas e feias traças, que pena caracol!”

O caracol ouviu envergonhado, tudo o quanto a borboleta falou, reconheceu que andava errado e nunca mais à escola faltou
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